Diz aí, Voluntário - Everaldo Freire - Operações de Aeroporto - Transporte


Comecei a escrever para esse blogue da capital do Brasil, Brasília, onde houve o primeiro e único jogo - o de abertura. Vim para a capital por outra razão, e nesse meio termo, o número de pedidos de sofá (couch requests) lá em Aracaju (capital de Sergipe), onde moro, tem aumentando, certamente pela proximidade com a cidade-sede mais próxima, Salvador, capital da Bahia, onde tenho atuado como voluntário no Aeroporto. Ah, antes que eu esqueça: sou pernambucano e "acabei" de voltar dos Estados Unidos, onde fiz a entrevista e a maior parte do processo seletivo para ser voluntário na Copa das Confederações 2013. Lá, em Brasília, percebi que, como em Salvador, as obras no aeroporto não param e, embora haja um ou outro transtorno, será muito benéfico ter toda essa infraestrutura como algo que ficará para o país onde nasci.

Foi do ambiente representado na imagem abaixo que fiz a inscrição, passei pelo processo seletivo e fui selecionado. Na foto abaixo, estou no campus da University of Texas, em Edinburg, onde estava trabalhando como professor assistente de português para estrangeiros ou, simplesmente, TA. Inscrevi-me em 22 de agosto do ano passado, e, em 25 de janeiro deste, soube que fui aprovado na 1ª etapa, após fazer alguns treinamentos online. Em março, fiz entrevista, em inglês, pelo Skype e aguardei o resultado final com a posição que ocuparia durante a Copa das Confederações 2013.

Foto: Eu no campus da University of Texas-Pan American, onde atuei como Fulbright FLTA, no final de novembro de 2012. Fonte: www.badalotti.com/portrait
A entrevistadora, Natália Lunin, que coincidentemente havia morado em Edinburg, durante seu Ensino Médio (high school) me garantiu que, se a entrevista fosse feita em inglês, as posições de trabalho seriam melhores. O trabalho em si não foi ruim, tendo em vista que foi flexível, apesar de intenso, mas isso de melhor posição pelo fato de falar inglês, ou qualquer outro idioma, não se confirmou.

Nós brasileiros somos conhecidos no exterior pela cordialidade, futebol e samba, basicamente. Eu já tinha feito serviço voluntário no Timor-Leste, onde morei durante um ano, e também nos Estados Unidos da América. Entretanto, senti que uniria o útil ao agradável ao voluntariar-me: aprender mais sobre futebol e fazer algo útil para nosso país. Escolhi Salvador como primeira opção por ser pertinho de onde resido - Aracaju.

Foto: Curso Familiarização Segurança da Aviação Civil - AVSEC - com a equipe que trabalhará no aeroporto da cidade-sede Salvador.
Na foto acima, entre 24 e 25 de maio, foi feito o Curso AVSEC (que custa R$ 140,00 e foi custeado para nós) e dadas instruções no primeiro dia. Esse curso nos permitiu acesso a áreas restritas do aeroporto e isso facilitava localizar os clientes e também nosso relacionamento com as companhias aéreas a INFRAERO. A FIFA providenciou almoço, translado entre o Teatro Jorge Amado e o aeroporto, que fica um pouco afastado de Salvador, com uma entrada de bambuzais lindíssima. Sempre tive um fascínio por aeroportos e os vejo muito mais como um lugar onde pessoas vêm e vão (partidas e chegadas), mas como espaços de grandes emoções e sonhos - afinal, você pode simplesmente fechar os olhos, ouvir o barulho da aeronave e ir, nem que seja por alguns instantes, para qualquer parte do mundo ou em busca de um sonho, dentro de uma aeronave, num curto espaço de tempo.

A partir de agora, dividirei o relato em tópicos, a fim de deixar o leitor livre para pular algum, voltar, enfim, sentir-se bem à vontade para encaixar as informações como se fosse um quebra-cabeça, cujas peças podem ser montadas a qualquer momento.

Ser voluntário pode ser...



Nós brasileiros, em geral, não temos uma cultura de voluntariado. As pessoas que se voluntariam são taxadas de idiotas, pelo fato de as outras que não se voluntariam acharem que as que se voluntariaram estão trabalhando de graça. Voluntaria-se não é APENAS trabalhar de graça. É dedicar parte de seu tempo, mesmo você sendo alguém muito ou pouco ocupado, em prol da coletividade. Em se tratando de um evento como a Copa, há os que sabem que a FIFA é um órgão milionário, logo, está se aproveitando dos recursos humanos. No entanto, esquecem que a própria indústria do futebol e os salários vultuosos dos jogados com pouca ou quase nenhuma instrução são coisas que vão além da FIFA. Voluntariei-me porque acredito que vão ficar muitos benefícios no país onde nasci. Também porque, como professor de língua, sendo o futebol algo de nossa cultura, o quis entender melhor; também porque dispus de férias no meu emprego principal e por morar próximo de uma das cidades sede - Salvador.

O que mais me impressiona é que já me deparei com comentários de outros profissionais de educação - professorxs - dizendo, infundadamente, quão ridículo é uma pessoa se voluntariar... Fico pensando que tipo de cidadãos essas pessoas formam, já que estão voltadas ao extremo para o seu próprio umbigo, além de trabalharem, muitas vezes, em instituições que oferecem um serviço mixuruca para a sociedade, mas a única luta da "categoria" é pelo aumento salarial... Tem contradição maior? É o futebol culpado disso? Seria a FIFA a responsável pelas mazelas na educação brasileira? Nos hospitais etc? Não é preciso pensar muito e responder um NÃO!

Assim, ser voluntário pode ser uma oportunidade para a pessoa abrir a mente, sair de sua zona de conforto, dedicar parte de seu tempo em prol à coletividade, assim como contribuir para escrever a história do próprio País. Alguém sabe quando foi a última Copa no Brasil e quando será a próxima? A última foi em 1950, muitos de nós não estávamos vivos, na próxima, que não sabemos quando será, muitos de nós não estaremos mais vivos também, porém, todo um legado fica em termos de memória e infraestrutura.

Do primeiro dia a gente nunca esquece...

Do dia 16 para o dia 17, saí de Aracaju com destino a Salvador. Ao chegar na rodoviária, embora estivesse a 5 minutos da saída do ônibus da Bomfim, e sem levar em consideração todas as adversidades meteorológicas, pelo fato de eu ter comprado os bilhetes pela internet, e ser necessário imprimir o voucher, o motorista ou alguém ligou para o funcionário do 1º piso para dizer que tinha ido embora; logo, eu precisaria pagar a diferença para ir no próximo ônibus, assumindo a culpa do atraso. Resolvi comprar um novo bilhete, guardar o antigo e acionar a justiça comum, ao regressar para Aracaju. A Justiça definirá se eu realmente estava errado... Depois de ter trabalhado todo o final de semana dando aula na pós, esperar mais duas horas naquela sala VIP da Bomfim me pareceu uma eternidade...

Cheguei em Salvador por volta das 6h25 da manhã, e, invés de pegar um táxi, por R$ 2,80 peguei um circular para o bairro de Brotas. Quase uma hora depois, muita chuva, ladeiras e engarrafamentos, cheguei à casa de Miriã, que conheci no Timor-Leste, enquanto trabalhava lá e de quem fiquei amigo desde então.

O credenciamento foi feito numa área do Convento do Desterro, entretanto, se eu não estivesse com minha amiga, pela falta de sinalização na cidade, certamente sequer chegaria lá. Não demorou muito e logo eu estava apto a ir buscar o uniforme na Arena Fonte Nova. Fazia muito tempo que eu não entrava num estádio de futebol! O kit continha um tênis, três pares de meia, calça, duas camisas, boné, casaco, necessaire com itens básicos - tudo patrocinado pela ADIDAS, pela Johnson & Johnson e um "cortesia" do McDonald's (vouchers para comprar um sanduíche e "ganhar" outros). Foi oferecido também um vale-transporte (SmartCard) que viabiliza o deslocamento 4 vezes ao dia. Assim, as passagens de R$ 2,80 não seriam mais um gasto, tampouco a alimentação na cidade-sede.

Na tarde do dia 17 de junho, tive o meu primeiro dia de trabalho. Senti-me muito bem dentro do uniforme e tudo parecia ter se ajustado ao meu corpo. Ao chegar lá com a Sarah Nunes - outra voluntária que conheci durante o treinamento no aeroporto nos últimos dias de maio, recebi um cartão auxílio no valor de R$ 312,00 (para alimentação, basicamente). Descobriu-se que a esse valor eram acrescidos R$ 144,00 semanais, os quais correspondem a 6 dias de R$ 24,00 cada por dia de trabalho.

Foto: Ao lado do Fuleco - mascote da Copa das Confederações.
Percebi, durante boa parte da tarde, pela interação com outros voluntários, a diversidade não só em termos de Brasil, pois havia o João de São Paulo conosco, mas também o bogotano John Sánchez Niño. Conviver com pessoas tão diferentes, em prol de um objetivo comum - recepcionar os membros da FIFA, no aeroporto, conversar com eles, praticar outros sotaques e outras línguas, é algo que salário nenhum pagaria.
Foto: Devidamente uniformizado, na loja da FIFA, no aeroporto internacional Luís Eduardo Magalhães (ex-2 de Julho).

Pude receber um membro da FIFA que veio de Recife para Salvador. O porto-riquenho Eric Rafael Labrador Rosa, que, devido ao fato de o puxador ter enroscado no meu dedo indicador da mão direita, teve a gentileza de perguntar se "te lastimastes la mano?", disse-lhe que não, ao passo que desejei a ele uma excelente estadia em Salvador.

Ao voltar para onde estou hospedado, depois desta última recepção do dia, ainda com a Sarah Nunes, pegamos um ônibus no aeroporto. Não sei quais raios nos fizeram pegar um ônibus para a Lapa, mas só sei que eram 9 da noite, ou seja, 3 horas depois de termos saído do aeroporto, e ainda estávamos na rua. Eu estava esfomeado, cansadíssimo, mas ainda com um sorriso muxoxo no canto da boca pelo fato de ter cumprido meu primeiro dia de voluntariado.

O final da primeira jornada de trabalho também pode ser inesquecível

O final da quarta-feira foi nada agradável. O fato mais estranho que presenciei foi um grupo de brasileiras falando entre si apenas em inglês. Achei bacana os dois austríacos falarem apenas em alemão entre eles e, em inglês (língua franca), quando olhavam para nós. Achei mais bacana ainda o americano de Nebraska falando apenas em português. Tudo bem que ele vive no Rio há 3 anos... Mas tem brasileiro que vive a vida toda lá fora e não fala uma palavra sequer no idioma do país onde foi viver...

Essa fase final da minha primeira jornada de trabalho foi marcada por protestos ao redor de todo o país, o famoso ACORDA! Particularmente, creio que nós brasileiros não somos completamente contra a FIFA, mas toda essa onda de corrupção política e imoralidade com as manobras do uso do dinheiro público, que nos prejudica, principalmente, nos campos de: educação, saúde e segurança.

Assim, deixei o aeroporto às 2h da tarde, mas só consegui chegar a Aracaju 2h15 da manhã do dia seguinte. Além de um tráfego desajustado, protestos em Camaçari, houveram também acidentes na estrada. Nem consegui dormir o resto do dia e ainda tinha de ir trabalhar no meu emprego regular. Ossos do ofício? Talvez...

É preciso "desvoluntariar-se" pra saber a importância de voluntariar-se


Cheguei em Salvador para a segunda jornada de trabalho no dia 22 de junho, de manhãzinha (5h15), tendo saído de casa, oficialmente, à meia-noite e um quarto. Fui diretamente para o aeroporto, a fim de aproveitar ao máximo esse primeiro dia de trabalho. Não foi muito difícil pegar um transporte que saísse entre a Rodoviária e o Iguatemi.

Chegando lá, como ainda era muito cedo, havia apenas um dos coordenadores, o Mozart, que, simpático como sempre, já estava na labuta. O dia prometia, afinal, a tão esperada partida entre Brasil e Itália foi nesse dia, com o show de bola do Brasil marcando 4 a 0 no time italiano.


Foto: Arena Fonte Nova, em Salvador - palco da vitória do Brasil sobre a Itália por 4x2.

O fato mais chocante foi que, nessa mesma manhã, uma senhora, ao pedir informações no Transport Desk (Balcão de Transporte), visivelmente irritada por algum outro problema alheio a qualquer um que estivesse ali, insatisfeita por eu dizer-lhe que não sabia uma determinada informação, afinal, estávamos ali apenas para receber os clientes da FIFA, mas sem objeção para prestar informações que soubéssemos, chegou a pedir meu nome e me sugeriu que me "desvoluntariasse". Em determinado momento, a mulher gritou um "Cale-se!!!" e, invés de ficar indignado, percebi que os colegas que ali estavam comigo e a coordenação entenderam e deram todo o suporte necessário. Senti, a partir daquele momento, que éramos praticamente uma família. Não se tratava de estarem acobertando alguma grosseria que eu tivesse feito, até porque não fiz...

E uma espécie de serviço diferente foi feito nesses dias pós-jogo: o check out dos clientes que haviam chegado, quando eu estivera aqui da última vez. Assim, invés de recepcioná-los, a missão era despedir-se deles e garantir que fossem ao destino imediato. Assim, o Sr Karl Marotzke, que cheguei a recepcionar com a Sarah Nunes, há alguns dias, foi deixado no portão de embarque nesse dia.

No dia seguinte,  ao fazer o check out, com o colega voluntário bogotano John Sánchez Niño, de uma alemã e um mexicano casado com uma inglesa, a grata surpresa: maravilhado com nosso serviço de voluntários, ele entrou em contato com uma colega dele, que, mais tarde, ao despedir-se, nos trouxe pôsteres da Copa do Mundo 2014 e canetas personalizadas. Gentileza, de fato, gera gentileza.

O que eu/nós fazia(mos) no aeroporto? 



Trabalhei na área de operação de aeroporto - balcão de transportes, atendendo exclusivamente clientes FIFA. Éramos uma equipe de cerca de vinte voluntários, coordenadores e motoristas. Sempre fomos muito unidos e sincronizados. Embora o grupo fosse muito heterogêneo, fazia parte dele universitários, pessoas de nível superior, um estrangeiro colombiano, duas pessoas de outros Estados (incluindo eu), sendo dois terços compostos por mulheres, no voluntariado e um quarto na coordenação.

O trabalho do voluntário era receber os clientes, preparando os picolés (lollipops), ajudando-os a retirar suas bagagens e conduzindo-os aos seus respectivos transportes, assim como ajudando-os a embarcar para seus respectivos destinos, auxiliando-os nos check-ins, sempre com o aval dos coordenadores.

É importante frisar que a operação em aeroportos foi a mais elogiada em todo o país e a de Salvador recebeu nota 10, cujo mérito foi divido conosco - os voluntários. Nada mais merecido. Houveram dias em que alguns de nós saíram altas horas da madrugada, até porque voo tem hora marcada, mas tudo é incerto, a depender de condições meteorológicas, prorrogações nas partidas e todos têm o desejo de estar em seus destinos, independentemente de tudo isso.

Mesmo que algo tenha não dado muito certo na cidade-sede, só o fato de ter sido bem recebido, no aeroporto, já foi um plus importante para a visão que o estrangeiro, porque a maioria era de outros países, tem do nosso próprio país. Creio que, através disto, a contribuição para desconstruir estereótipos foi bem marcada.




Momentos quase finais

A terceira etapa de trabalho efetivo começou sábado, de manhãzinha. Saí de Aracaju à meia-noite, cheguei em Salvador 5h e fui direto para o aeroporto, de onde saí às 2h da tarde.  De 29 de junho a 1º de julho (terceira e última vez que vim a Salvador para essa prestação de serviço), de 17 a 19 de junho (primeira vez que vim, após um longo final de semana dando aulas na pós-graduação e de ter começado a escrever esse post em Brasília-DF) e de 22 a 24 de junho (penúltima vez que vim).


Fonte: Pausa para uma fotografia com o Fuleco (mascote da Copa) com a colega voluntária Sarah Nunes e o coordenador Mozart.


Acabei fazendo algo que prometi para mim mesmo não mais fazer: sair do aeroporto para a estação da Lapa, porque de lá sairia um ônibus direto para a Pe. Daniel Lisboa, em Brotas. Sinceramente, se arrependimento matasse... Cheguei em casa 6 da tarde, acabado, porque o trabalho no aeroporto, apesar de flexível, é bem intenso. Seja como for, diverti-me muito mais do que qualquer outra coisa.

É verdade que aprendi com essa experiência a me locomover muito melhor (mobilidade) e com desenvoltura (segurança e autonomia) em Salvador. Mesmo demorando muito a chegar, ou seja, um problema enorme nos transportes públicos da terceira maior capital brasileira.


Fonte: Entrada do aeroporto internacional Dep. Luís Eduardo Magalhães, antigo 2 de Julho.
É daqui do aeroporto que muitos se despedem. Sendo assim, minha contribuição, caro leitor, vai chegando ao fim. É daqui que presenciamos lágrimas de alegria, tristeza, saudades... Antes de eu despedir-me, já com saudades, deixarei algumas observações finais e curiosidades de bastidores:

Compreendi melhor que é em dia de jogos da seleção que o brasileiro se sente realmente patriota, veste a camisa, vai às ruas e faz a festa e, a despeito da rivalidade entre times, todos estamos num só ritmo: torcendo pela seleção canarinha;

É importante ter uma visão crítica sobre órgãos internacionais como FIFA, ONU, Banco Mundial, entretanto, culpá-los por nossas mazelas não traz a solução para os nossos problemas. Joseph Blatter foi muito infeliz em seus comentários sobre o uso do futebol politicamente, se é assim que o órgão que ele dirige também o faz; entretanto, compreendemos que se alguém faz uma festa e chega alguém para atrapalhar, isso não é bem-vindo, mas fazer a festa na casa do brasileiro e ele não participar não seria nada justo e cada um participou como pôde: uns participaram protestando;

Vi vários estrangeiros que trabalham para a FIFA já falando português ou se esforçando para tal. Se eles fazem isso, uma contrapartida nossa, em aeroportos, é falar pausadamente nosso idioma e de forma standard (padrão), não querendo demonstrar nossos conhecimentos de inglês de qualquer jeito, a fim e evitar mal-entendidos, mas fazer-nos comunicar com o cliente;

Por um lado, é importante Governo subsidiar parte das obras, afinal, as benfeitorias ficam no país; por outro, o acesso a esses espaço de entretenimento é bem pouco, tendo em vista que são caros. Seja como for, uma Copa, no Brasil, não poderia ter um gasto superior à média dos três últimos eventos e os gastos deveriam ser transparentes para evitar a revolta da população. A FIFA poderia exigir isso.


E que venha a grande festa de 2014! Porque a taça de 2013 é nossa!


Fonte: Grande festa da vitória de 3x0 do Brasil com a Espanha, no Maracanã-RJ, neste último domingo.

Vale ressaltar que assisti a esse jogo com a equipe de árbitros comandados por um guatemalteco, após jantar com o jogador uruguaio Egídio Arévalo, casado com uma mexicana, que mora em Monterrey, e o jogador italiano Riccardo Montolivo, que simpaticamente estava acompanhado de sua namorada. Ele, por ter recebido o segundo cartão amarelo no jogo, foi expulso. Não se sentiu muito bem em estar na mesma sala em que os árbitros que o expulsaram estavam, e resolveu dar um passeio pelo aeroporto após o primeiro tempo do jogo brilhante da final. Os colegas voluntários José Calmon Neto e Sarah Nunes também estavam lá, na salinha VIP da INFRAERO. São lembranças pra lá de inesquecíveis...


Por Everaldo Freire
Colaborador do Blog Mundo Voluntário em Salvador

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