Voluntários reclamam da comida e das opções de transporte em Lima

Ter sido um dos 14.000 selecionados entre as mais de 100.000 inscrições de longe foi a maior superação dos voluntários dos Jogos Pan-americanos Lima 2019.

Com escalas de trabalho entre 8 e 10 horas diárias, os voluntários se mostram bastante solícitos e muitas das vezes tem a resposta na ponta da língua, além de toda sua atenção aos problemas que são apresentados pela imprensa ou espectadores.

Voluntários do Polidesportivo Villa El Salvador. Photo: Phelipe Oliveira


No entanto, uma das queixas que aparecem nos grupos de voluntários nas redes sociais é a questão da comida que é servida a eles. Em muitos locais de competição a comida é servida fria juntamente com um garrafa de refrigerante e uma fruta de sobremesa. É comum ver os voluntários com suas sacolas de comida andando pelas arenas, sinal de que não há um local destinado ao descanso, recreação ou alimentação deles.

"A maioria trabalhará mais de oito horas e deveriam servir uma boa comida" comenta um voluntário nos grupos. "Decidimos ser voluntários mas também merecemos um pouco de respeito", disse outro.

A questão da comida não é tão uniforme quanto parece, arenas diferentes servem opções distintas e por muitas das vezes opções quentes. "É meu primeiro dia na Escola de Equitação do Exército e por aqui tudo bem a esse respeito. A comida é servida quente", afirma um voluntário.

Lima está tendo um inverno típico, sem a presença de sol na cidade que permanece nublada todo o tempo com máxima de 17º e mínima de 16º todos os dias de competição até agora.

Uma queixa que parece ser comum a todos os voluntários é a questão do transporte. O Comitê Organizador não disponibiliza transporte exclusivo para os voluntários, somente para a imprensa, atletas, juízes e representantes das federações esportivas e da PanAm Sports. Com isso, os voluntários tem que enfrentar o caótico trânsito da cidade que também não dispõe de transporte de massa efetivo.

Foto: USI
Com uma única linha de metrô que atende somente uma arena de competição, o transporte de massa se torna impraticável. O trânsito de Lima se aproxima das horas de rush de São Paulo com uma pitada de Índia, visto o grande desrespeito as regras de trânsito tanto por condutores quanto por pedestres.

Os voluntários recebem 10 soles peruanos, o equivalente a 13 reais por dia para custear seu deslocamento. A quantia parece ser suficiente para custear todo o deslocamento em transporte público, o problema central está na qualidade oferecida e no trânsito a ser enfrentado.

Há relatos de voluntários internacionais que trabalham na Vila dos Atletas e estão hospedados nas áreas centrais da cidade que levam cerca de 2 horas para chegar até seu trabalho. O mesmo trajeto realizado nas vias exclusivas leva cerca de 40 minutos.

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